Desmistificando o UDI (Identificação Única de Dispositivos): Entenda a Estrutura e o Impacto Real na Segurança e Engenharia Hospitalar

A evolução regulatória dos dispositivos médicos no Brasil vem exigindo das organizações agilidade, transparência e maturidade técnica. Uma das transformações mais profundas e benéficas em andamento no setor da saúde é a implementação do sistema UDI (Unique Device Identification — Identificação Única de Dispositivo).

Em total consonância com as diretrizes da ANVISA e os mais rígidos padrões internacionais de conformidade, a ProLife Equipamentos Médicos integrou oficialmente essa tecnologia ao seu ecossistema fabril. Com este artigo, temos o objetivo de explicar detalhadamente como o UDI funciona e porque ele se tornou um marco para a segurança hospitalar.

A Anatomia de um Código UDI

O UDI não se resume a um simples código de barras ou a uma numeração sequencial comum. Trata-se de uma arquitetura de dados globalmente padronizada, dividida em duas partes complementares e fundamentais:

  1. UDI-DI (Identificador de Dispositivo): É a porção estática, mandatória e fixa do código. Ela identifica o modelo específico do equipamento e o seu fabricante legítimo. Funciona como a chave primária que faz a ponte direta com o banco de dados da agência reguladora.
  2. UDI-PI (Identificador de Produção): É a porção dinâmica e variável da codificação. Ela é gerada de acordo com cada lote fabricado e engloba dados críticos de produção, tais como o número do lote, a data de fabricação, os prazos de validade (quando aplicáveis) e o número de série individualizado de cada ativo.

A junção exata dessas informações dá origem a um código de rastreabilidade perfeito, legível tanto por sistemas computacionais automatizados (scanners, coletores de dados e leitores ópticos) quanto por leitura humana direta (Human Readable Form).

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